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terça-feira, 1 de junho de 2010

Novos projetos e minha vida de interneteira

Junho trás novos projetos. Estou gostando da forma em que estou encaminhando este blog. Aqui tem muito dos meus experimentos com papel machê. Percebi que tenho um resistência enorme em acompanhar paps. Acabo sempre fazendo as coisas da minha maneira. Isto em si não é ruim, mas eu acabo apanhando em coisinhas que poderiam sair bem melhores. Mas como só se aprende fazendo, criei uma página mostrando a maneira que faço para aprender.






Comecei com os cachepots. Testei a massa massa de jornal sugerida por Maria Amora, de um vídeo que encontrei no you tube. 






O desafio artístico tema do mês de junho: O Circo. Mais um bom exercício!
Leia mais:
"INTERNETEIRA"
Quem me conhece sabe que sou uma "interneteira". como muitos da minha geração, ficava meio distante do mundo virtual. Lembro-me de que todos em meu serviço, foram fazer cursos de informática e receberam treinamento no próprio local de trabalho. Como tinha um colega que fazia tudo para mim, não esquentava de aprender. Achava bárbaro quem sabia usar as tecnologias, mas eu mesma continuava a levar minha vida de professora bem distante desta máquina.
Mas a vida me empurrou feito uma mulinha empacada para aprender, fui colocada contra parede, quando meu colega Ary faleceu num acidente. Na semana seguinte, recebi um convite para dar uma consultoria técnica em Santa Catarina. Fui informada que minha apresentação deveria ter dois formatos: Em transparências(estava tão acostumadinha...) e deveria ter outra salva num CD em PP. Fui no setor de informática e pedi para passarem minha palestra para o PP. Deparei-me com uma pessoa super ocupada... com sua próprias coisas. Tomei bronca por não saber mexer com o computador e a má vontade da criatura... Dava nos nervos.
Pois bem, ela a duras penas,  fez o que bem entendia com minha palestra e ainda falou que cortou coisas porque estava sem tempo e eu ia ter de que levar assim mesmo. Pensei com meus botões:- Esta criatura não vai dar a palestra, não é ela que vai ficar na frente de um monte de gente e ela é que está determinado o tamanho daquilo que vou falar. A moça mandou que eu fosse na semana seguinte para ela terminar de digitar e gravar. Eu viajaria dentro de poucos dias, estava em cima e eu na mão dela...
Coisas aconteceram. Para meu próprio bem,  a imagem daquela colega cheia de marra, ficou entalada na minha garganta. como havia ganhado uma graninha do meu pai, uma prima me falou para comprar logo de uma vez meu computador e foi o que fiz. Comecei um curso aqui perto de casa, que era só colocar um CD na máquina e íamos aprendendo sozinhos.
Na terceira aula, para tristeza do dono do curso, descobri que a Ed. Terra estava com aquele curso completo nas bancas e comprei a caixa. Varei madrugadas aprendendo a mexer e claro o PP. Descobri também um curso do SESC que vendia numa livraria. Comprei um livro super divertido em que a escritora passava o mapa da mina para destrinchar os segredinhos para os pobres mortais que a época tinham medo do PC. Vivia lendo. Em duas semanas já tinha montado minha palestra e o mundo da Rachel nunca mais foi o mesmo...
Um dia e põe dias nisto encontrei a moça da informática no elevador. Ela me perguntou porque não levei a palestra para ela digitar. Falei que não precisava mais porque eu mesma tinha feito o trabalho e já tinha ido para o Sul e voltado...
Um caso de má vontade que me fez ir para frente!
Estou contando isto aqui porque este episódio foi um divisor de águas para mim. Estou diante de novas perspectivas em minha vida e vou ter que ter a mesma atitude, mergulhar de cabeça em novos conhecimentos e traçar um novo rumo fazendo o que gosto.
Em breve darei notícias sobre isto.