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Samantha Fox Criada para o bloco Surdos e mundos para o carnaval de 2017.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Carroça de Mamulengos

Ontem fui ao Teatro Dulcina aqui no RJ ver o espetáculo "Pano de Roda" com o Carroça de Mamulengos.



Para quem não conhece, estes artistas são todos da mesma família, rodam o país fazendo suas 'artes'. As crianças estão no palco desde bebês.
Vão ficar aqui no Rio até  2 de fevereiro.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Passadinha nas livrarias

Rio de Janeiro, 03/03/ 2013
Transformei este post numa página para ficar bem à mão. Não pretende ser nenhuma referência, mas aqui compartilho minhas passadinhas em alguma livraria aqui do RJ. Amo! Eu e minha filha cultivamos o hábito de dar sempre uma passadinha numa livraria aos sábados e faço isto desde ela muito pequenina.
Ela começou a estudar  também aos sábados e nossos passeios ficaram para depois, mas sempre que podíamos estávamos lá nas nossas livrarias preferidas Saraiva, Travessa,   Leonardo da Vince, Beringela,  Paulinas, Paulus, Vozes. Acho que pegamos um gosto tão grande que este é um programa que nos sentimos ligadas. Ela vai para um canto e eu para o meu e voltamos felizes da vida com nossos livros ou cds debaixo do braço.
Ela gosta de romances e  agora anda descobrindo os policiais e de suspense. Bia tem 16  e gosta de ler.
Eu agora que voltei para o Município do RJ, tenho vários títulos da Biblioteca do Professor, ganhamos em média 4 livros por ano com títulos escolhidos e votados pelos professores e sempre muito bons. Desde 2011 já tenho por volta de 15 livros ótimos desta Biblioteca. Nem sempre podemos escolher mas fiquei surpresa que a minha diretora separou meus livros porque tinha certeza de que eu gostaria e não deixou ninguém pegar. Separou:

Nossa! Que atordoante, estou ainda lendo, tanta poesia e sabedoria do homem simples. A alma do nordestino exposta. Chorei muito quando ele descreve as agruras do nordestino em tempos de seca, o mugido do gado morrendo a míngua no pasto. Olha que dolorido para esse pessoal ouvir estes gritos sem poder fazer nada...

 Vejam este  fragmento do poema "No terreiro da choupana":

"Nosso mundo inganadô
Já tem miséra com sobra ,
Tá todo cheio de horrô
É cobra engolindo cobra.
Prás banda do fim da terra,
Só tão tratando de guerra,
De lá de um lá ta Oriente,
Só vem notiça penosa,
Desagradave e assombrosa, 
De gente matando gente.

O povo sem conciença,
Adoidado e istravagante,
só imprega a inteligença
Prá matá seu simiante..."



Outro bacana foi este:
o
Que livro bábaro! Vem com um cd em que podemos ouvir as gravações originais destas cantoras maravilhosas que um dia conviveram com nossas mães, tias e avós...
Angela Maria cantando "A vida da bailarina" Nossa! de fazer chorar!
Ler a vida dura de Marlene para seguir seu sonho e vocação para ser uma cantora. Como sofreu, dá um filme e tanto !
Em tempos de tanta porcaria que ouvimos por aí... No cd ouvir Emilinha Borba cantando como nunca
 "Se queres saber
se eu te amo ainda
Procure entender a minha mágoa infinda
Olhe bem nos meus nos meus olhos
E vê quantas coisas eles dizem que eu não digo."

Eu ia dar este "livro tesouro" para meu tio, Geraldo José, sonoplasta da época de ouro das rádio novelas da Rádio Nacional e que viveu como ninguém este tempo das Divas, convivendo no seu dia a dia com estas cantoras maravilhosas,  mas me apaixonei pelas Divas... o livro se recusa a sair da minha casa. Muito lindo!
Que é Dalva cantando "Neste mesmo lugar"? Alguém duvida que a história de Dalva e Herlilivelto é uma das mais quentes e eletrizantes da história da MPB brasileira?
Bem, eu amo Elizeth Cardoso. Ela era muito parecida com a minha mãe que perdi aos 4 anos.Todos na minha família e amigos falavam da semelhança da Divina Elizeth com mamãe. É claro que sempre gostei dela. Lembro-me que quando Elizeth faleceu eu cheguei ir até a porta do teatro Carlos Gomes em que estava sendo velada mas não tive coragem de entrar, estava vindo do meu trabalho no INES. Fiz o percurso de volta para casa chorando muito, contudo as  DIVAS NÃO MORREM!
Um abraço!
Rachel

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Expo "Impressionismo: Paris e a Modernidade"

Manet: "O tocador de pífaro"





















Estou me preparando para dar um pulo no CCBB aqui do RJ. Deixei para hoje minha visita à expo dos Impressionistas do museu d'Orsay. Este dia será em função deste banquete cultural, posso enfrentar filas mas quero pousar meus olhos sobre estes quadros.
Estive na exposição de Monet há uns anos atrás no MNBA, foi inesquecível e pelo que ainda estão falando desta exposição vou me emocionar.


Mestre Vitalino, tocando seu "pífano".






















Hoje também encontrei uma revista de bordo da TAM: Almanaque Brasil, nº 29 que traz uma reportagem sobre Mestre Vitalino. Lá no finalzinho traz uma citação do sociólogo Gilberto Freire:
"Ele arrancava as coisas da terra sem impelir a elas suas figuras. Muito pelo contrário, ele sempre trazia as figuras da terra".
Assim como os impressionistas, Mestre Vitalino soube através de sua arte captar o cotidiano, com bonecos que "gritavam por justiça", sua arte representava o mundo em que vivia. Não estou tentando aqui enquadrar Mestre Vitalino em nada... só que esta revista pulou nas minhas mãos justamente hoje. A Arte está em toda parte, no tempo, nos lugares... bate lá como cá e aí onde você está ! Sem sacrilégio: o artista experimenta o poder criador de Deus, afinal somos ou não somos sua imagem e semelhança?
Bem, eu vou é mais encher minha cabeça de coisas bonitas e alegrar o coração! É a vida, é vida e é bonita!
Como na Internet tudo vai se recriando e vamos aprendendo, acabei encontrando este outro tocador de "pífano", de Manoel Eudócio,  lá de Caruaru:




Para conhecer um pouco mais sobre este discípulo de Vitalino:



Rio, 05/01/2012

Apesar de ter permanecido por três horas na fila para entrar na exposição, valeu a espera. Uma exposição bem didática, sem complicação, quadros importantes, saí de lá com vontade de voltar ainda mais que meu joelho doeu demais tendo em vista ter ficado muito tempo em pé. Não aguentei.

 A exposição a partir de hoje ficará aberta até à meia noite. O período da tarde é o mais crítico, entretanto estão tendo o cuidado com a organização da fila e dentro da exposição podemos ficar a vontade pois não estão colocando gente demais. Pode-se ver tudo com tranquilidade. Pegue sua família e vá  ao CCBB, não percam esta oportunidade.
Tem guias, preferi não acompanhar, fica muita gente em volta e a moça que estava por lá falava muito baixo. Nada que uma leitura prévia sobre o Impressionismo e seus principais representantes não supra. É bom ter um guia mas não é  indispensável, como disse os painéis para leitura estão descomplicados.
Cada eixo temático foi explorado em cada sala em seis módulos. Podemos ver claramente a proposta da exposição e claro o detalhamento e particularidades da técnica de cada pintor. Tudo contextualizado com a evolução da sociedade da cidade de Paris e arredores.

Este quadro é de indescritível palavras, foto nenhuma  de computador  pode dar a idéia  da suavidade das cores e  toda atmosfera doce que o pintor retratou um de seus filhos com ama e parente de sua esposa Gabrielle.